Leite de pastagem Terra Nostra: Novidades [e reflexões]

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Na altura em que partilhei esta foto no instagram e facebook  comentei logo como me parece que o “consumo de leite é, atualmente, um tema delicado”. Penso que para já estamos todos de acordo. Aproveito para, em jeito de introdução, avisar que, mais do que um artigo em que apresento um produto novo no mercado, vou expor aqui a minha opinião, a minha perspetiva sobre estas escolhas, que como poderão ver, não é mais do que o que costumo partilhar por aqui. 

Tive durante muito tempo um rascunho de post guardado por aqui que tinha como título “A febre do sem glúten e sem lactose”. Este rascunho tinha sido criado no primeiro verão do blogue, em 2013. E passados três anos… continuamos na mesma. Atualmente, com a facilidade que se tem acesso a tanta informação, penso que é cada vez mais difícil, principalmente para quem se está a iniciar, fazer escolhas. Somos bombardeados com informações sobre o que devemos fazer para termos um estilo de vida saudável: é o telejornal, os programas da manhã e da tarde, as colegas de trabalho, as pessoas que observamos nos transportes ou nos restaurantes, os nossos amigos e as 1500 pessoas que seguimos nas redes sociais, profissionais ou não, cada um deles defendendo, com unhas e dentes, opções muito diferentes.

E se há debate socialmente assumida é acerca do consumo de leite, concordam?

Existem as pessoas que defendem que somos o único mamífero que bebe leite de outro animal, que o leite das vacas é para os bezerros e nada mais, mas temos também as pessoas que aceitam que o leite faz parte do nosso dia-a-dia, que é quase tradição e que inclusivamente nos faz imensa falta e estaremos em défice de nutrientes se não o consumirmos. 

Existem claro outras perspetivas, tracei aqui um preto e branco, mas existem claro outras tonalidades intermédias. Queria partilhar que consigo compreender todos os lados, mas considero que nenhum deles é o mais acertado. 

Sobre o primeiro exemplo que dei, posso partilhar que já vi o documentário Cowspiracy (podem facilmente encontrar online) e outros vídeos que abordam o sofrimento que o animal passa para dar leite. É óbvio que ninguém gosta de pensar que os animais são maltratados, que levam uma vida de sofrimento e no final são mortos para nosso consumo. Ninguém gosta desta imagem e ninguém é insensível a este processo. Mas penso que a questão é….

Será que isto acontece em todo o lado?  

Será que o leite é todo igual?

Será que um leite de qualidade não nos trará benefícios?

Não falando da questão da intolerância, que penso que é algo muito pessoal e que faz parte da descoberta que cada um tem de fazer do seu organismo. Eu não tolero bem: couves de bruxelas, courgette e gelados. E agora, o que vou fazer? Vou dizer a toda a gente que estes alimentos fazem mal e que não os deviam consumir? Naturalmente, quem não digere bem o leite, não o deverá consumir. Com isto aproveito para vos descansar de que não estaremos em défice de nutrientes (nomeadamente cálcio) se não consumirmos leite!! Façam uma breve pesquisa e encontrarão vários alimentos ricos em cálcio que poderão incorporar na vossa alimentação. 

 Mas vamos refletir… 

Será que nos preocupamos tanto com o leite como nos preocupamos com a origem dos nossos legumes, fruta, cereais e leguminosas? Muitos deles cultivados com imensos químicos ou geneticamente modificados para resistir a pragas e más condições climatéricas…

Será que na altura em que era tradição (e que algumas famílias ainda mantêm) as pessoas terem os seus próprios terrenos, fazer a rotação das terras respeitando o pousio, cultivando apenas produtos da época, com os seus animais criados a pastagem e não a ração… será que estas pessoas sofriam ao consumir leite? 

Será que os problemas de saúde associados ao leite não têm outras variáveis em jogo? Será que o modo de criação das vacas, a sua alimentação, cuidados de higiene e saúde não influencia? Será que os verdadeiros problemas não estão nos empacotados, inclusivamente naqueles produtos que nos parecem naturais, mas que estão carregadinhos de aditivos? Podia dar alguns exemplos, mas digo-vos apenas para espreitarem a lista de ingredientes de alimentos aparentemente saudáveis que encontramos na zona dos congelados como “filetes de frango” (daqueles que é só colocar no forno), os famosos douradinhos, esparregado e – espantem-se – até em alguns legumes congelados conseguimos encontrar açúcar! Como em TUDO existem BOAS e MÁS opções!

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Especificamente o leite de pastagem Terra Nostra, o produto que me suscitou esta reflexão, é um leite certificado pelo programa Leite de Vacas Felizes. As vacas são alimentadas à base de ervas frescas em vez de rações, pastando todo o dia, ao invés de estarem fechadas. Têm acesso a água fresca, higiene e cuidados veterinários. O método de pastagem é um método mais sustentável, salvaguardando os recursos naturais dos Açores. 

Sinto que em relação ao leite, não nos devíamos preocupar assim tanto, por termos opções SAUDÁVEIS como esta que a Terra Nostra agora lançou…. 

A questão que coloco é: Será que não deviamos canalisar as nossas preocupações para outros alimentos que fazem parte do nosso dia-a-dia? Para os nossos hábitos de exercício físico? Para a qualidade do nosso sono?  

 Informem-se *, façam experiências e tirem as vossas próprias conclusões! 

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*Links úteis:

http://www.terra-nostra.pt/leite-de-pastagem

https://www.facebook.com/terranostra.pt/

Recomendo-vos também a reportagem sobre os Açores e as Vacas, que saiu na última Notícias Magazine (revista do Diário de Notícias).
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Procura descrever o percurso deste setor ao longo dos  anos e evidencia as dificuldades atuais sentidas de um setor que está atualmente em crise. “Distinguir-se pela qualidade é a única forma de resistir”. 

Já me alonguei bastante, mas penso que consegui expressar a minha opinião e gostava muito de vos ouvir! 

 

 

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